Meditação diária

A CONCENTRAÇÃO DO PECADO PESSOAL

Ai de mim! pois estou perdido; porque sou homem de lábios impuros.

Isaías 6:5

Quando entro na presença de Deus, não tomo consciência de que sou pecador num sentido indefinido; tomo consciência da concentração do pecado numa característica específica da minha vida. Um homem dirá facilmente — 'Oh, sim, sei que sou pecador'; mas quando entra na presença de Deus não pode escapar com essa declaração. A convicção concentra-se em — Eu sou isto, ou aquilo, ou aqueloutro[1]. Isto é sempre o sinal de que um homem ou uma mulher está na presença de Deus. Nunca há um sentido vago de pecado, mas a concentração do pecado num aspeto pessoal específico. Deus começa por nos convencer da única coisa fixada na mente e suscitada pelo Seu Espírito; se nos rendermos à Sua convicção nesse ponto, Ele conduzir-nos-á à grande disposição interior de pecado que está por baixo. É assim que Deus lida sempre connosco quando estamos conscientemente na Sua presença.

Esta experiência da concentração do pecado é verdadeira tanto no maior como no menor dos santos assim como no maior e no menor dos pecadores. Quando um homem está no primeiro degrau da escada da experiência, pode dizer — Não sei onde errei; mas o Espírito de Deus indicará alguma coisa específica e definida. O efeito da visão da santidade do Senhor sobre Isaías foi levá-lo a reconhecer que era um homem de lábios impuros. "E encostou-a à minha boca, e disse Eis, isto tocou os teus lábios; e a tua iniquidade foi tirada, e o teu pecado purificado." O fogo purificador teve de ser aplicado onde o pecado se concentrara.

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