CREDES AGORA?
“Por isto cremos... Jesus respondeu, Credes agora?”
João 16:30-31
Agora cremos. Jesus diz — Credes? Vem o tempo em que Me deixareis sozinho. Muitos trabalhadores cristãos deixaram Jesus Cristo sozinho e partiram para o trabalho por um sentido de dever, ou por um sentido de necessidade nascido do seu próprio discernimento particular. A razão disto é a ausência da vida de ressurreição de Jesus. A alma afastou-se do contacto íntimo com Deus ao apoiar-se no seu próprio entendimento religioso. Não há pecado nisso, nem castigo associado; mas quando a alma percebe como impediu a sua compreensão de Jesus Cristo, e criou para si perplexidades e tristezas e dificuldades, tem de regressar com vergonha e contrição[1].
Precisamos de confiar na vida de ressurreição de Jesus muito mais profundamente do que confiamos, para adquirirmos o hábito de remeter firmemente tudo para Ele; em vez disso tomamos as nossas decisões de bom senso e pedimos a Deus que as abençoe. Ele não pode, isso não pertence ao Seu domínio, está separado da realidade. Se fazemos algo por um sentido de dever, erguemos um padrão em competição com Jesus Cristo. Tornamo-nos uma "pessoa superior," e dizemos — "Agora neste assunto tenho de fazer isto e aquilo." Colocámos no trono o nosso sentido de dever em vez da vida de ressurreição de Jesus. Não nos é dito que andemos à luz da consciência ou de um sentido de dever, mas que andemos na luz como Deus está na luz. Quando fazemos algo por um sentido de dever, podemos sustentá-lo com argumentos; quando fazemos algo em obediência ao Senhor, nenhum argumento é possível; é por isso que um santo pode ser facilmente ridicularizado.